DESCARGA NEGATIVA
é uma banda de hardcore de Goiânia.
Aqui eu falo com WALKIR
INSETU SILVEIRA, o
vocalista e fundador do DNHC.
Q1. DESCREVA O QUE É O NEGATIVA DESCARGA?
Velho
é e
sempre será um
veículo de comunicação e se expressa a filosofia do não , antes de tudo o que é contraditório com nossos pensamentos e estilo de vida.
A descarga negativa veio para vomitar, colocar para fora tudo
que nos sufoca.
Q2. QUEM ESTÁ NA formação
atual?
Walkir Insetu (vocal), Lucas Stopa (baixo), Junior Polaco (guitarra), Taufic (bateria), Rafael Pinguinha (guitarra), Paulinho Vassorito (guitarra reserva, o sexto elemento)
Q3.O DESCARGA
NEGATIVA começou em 2001, mas não começou como uma banda de hardcore, o que efectuou
a alteração de estilo da banda?
NA verdade
começamos no final
de 2000 eu e o EDER CAVERNA
já faziamos algumas músicas no violão, depois passamos a
ensaiar em uma Biblioteca Abandonada
com CLEVER E O
EDER revesando na
guitarra. Até então não tinhamos definido
ou se prendido a estilo. Entretanto o hardcore estava na veia, por
isso precisavamos de encontrar comparsas para começar
a banda que não tinha nome ainda, o objetivo era jogar tudo o que nos incomodavam, desabafar o que mais odiavamos, porque eles estavam todos dizendo que não podíamos isto ou aquilo, o que nos incomodava.
Em três ensaiamos de 4 a 5 meses, era tudo uma farra,
todo domingo a galera reunia e ainda contamos
com uma passagem da HELIZA PAULINO nos vocais.
Mas no início de 2001, vindo de Brasília, onde a cena punk era e ainda é fortissima VANDERIO FEZES apareceu e com ele na bateria começou a nascer DESCARGA NEGATIVA. WALKIR, FEZES
e EDER CAVE, ensaiamos um uns meses vocais,
guitarra e bateria.
Passaram
alguns figurantes pelo baixo até então, uma
noite em uma de nossas andaças noturnas,
entupidos
de álcool, encontramos LUCAS STOPA, no
dia seguinte caímos para
o estúdio pela primeira vez, nós
éramos uma banda.
Eu me lembro da primeira música tocada
foi a homônima DNHC quando nós terminamos eu
olhei para os caras e sem
dizer uma palavra, sabia que STOPA era o
cara certo.Logo em seguida via STOPA tambem entra na banda JEAN CARLô DUARTê “O OSTAQUE”.
E não é por ser a nossa banda mas a considero como uma banda clássica e essencial do hard core goiano.
QUEM NÃO CONCORDAR FODA-SE!!!

04. Que há de mais difícil em manter uma
banda como DNHC?
Cara quando
você frita com a realidade, e você
é questionado o tempo todo pelo
trabalho, família e sociedade em geral e você tem que viver a guerra contra
tudo e contra todos.
A banda acaba
sendo um refúgio, uma válvula de escape.
A pior parte é quando o dinheiro é
suficiente apenas para pagar o estúdio e não para a
cerveja, quando tem
dinheiro para pelo menos um. Rsrsrsrrsrsrsrsrs
Q5. Fale sobre as principais
influências da banda.
a ouvimos muitas
coisas a princípio, que podem de
alguma forma ter influenciado nós, mas
acredito que MOB APE que ainda
vivia na Paraíba, foi uma das nossas
bandas favoritas, foi uma das última
fita k-7 demo que circularam por aqui ( intitulada
“vitimas”), a compilação punk
SUB com COLERA PSYKOZE,
FOGO CRUZADO, RATOS
DE PORÃO, ARD, HC-137,
DEAD KENNEDYS, AGROTÓXICO e ETC ...
Q6. Qual foi o melhor show em sua opinião, que a banda tocou?
Todos foram espetaculares e teve sua importância, a
maioria dos nossos shows foram emblemáticos, sempre tinha alguma coisa rolando.
Teve um que tomamos
algumas caixas de cerveja vencida patrocinada pelo Kapitão Küzio misturamos creatina
na vodka e subimos como diria o MARCELO NOVA a mil por hora.
Estávamos tão rápido que nós tínhamos
um repertório de 14 canções e tocamos
sete músicas emendadas um na outro
sem parar, quando a oitava veio ninguém aguentava mais, a banda teve que parar um pouco e sair do palco, a galera que estava
curtindo pediu arrego ali foi um fim de noite pra maioria. Talvez o mais
importante foi uma briga que destruiu o MAQNA ROCK , foi muito lindo, mas não por causa da violência, mas por não aceitar imposição e um movimento
que estava acontecendo (umas bandas nu-metal). Eles não nos respeitavam e estáva
rolando tiração o tempo todo, ate na ordem de
bandas eles estavam tirando e eles para nos incomodar, fizeram um sorteio
duvidoso e fomos a primeira banda a
tocar, nós não nos importamos, nós só
queríamos tocar, fomos a primeira banda e os únicos , depois que nós tínhamos tocado tivemos que ensinar um pouco de respeito a
esta nova onda que estava espalhando ignorância. É uma longa história para contar
tudo, mas quem estava lá sabe o que aconteceu.
Os shows em Morrinhos também foram clássicos (MORRAIS DISGRACE 1 e 2, que nasceu
depois de um show beneficente foi cancelado, aparentemente porque havia punks em
quantidade acima do que é aceito por uma comunidade extremamente
"moralista e conservadora") e tem muitas histórias, os shows em
Aparecida de Goiânia ambos os do BAR
DO TATURANA e do PARIS ROCK que teve um momento lendário que, após a banda terminar o
show, Stopa que tinha tocado sem ouvir seu baixo e tomando choques elétricos ,
levantou seu baixo e gritou "AQUI É
DE ROCHA". O show de João Pinheiro
(MG) também foi inesquecível.

Q7. Quando a banda lançará algum material?
Velho nós levamos
11 anos para fazer um e-mail para
a banda, agora nós fizemos uma
página no facebook. Rsrsrs
vamos gravar
uma demo em breve
e logo em seguida começaremos a trampar no álbum.
Espero que
não leve mais 11 anos para finalizar tudo.
rsrsrsrsrsrsrs
Q8. Um
espaço para dizer o que quiser.
Quero agradecer a todos os amigos que
sempre estiveram conosco em shows, ensaios, no Taj Mahal (casa no Setor
Coimbra, onde o INSETU e KAPITAO
moraram e os envolvidos com DNHC
costumavam se encontrar) e as confusoes
que não foram poucas.
Estamos de volta com gás total e continuaremos o nosso caminho com o mesmo
propósito libertário.
No entanto, eu quero parabenizar-lo por
esta atitude, mesmo longe da cena e ainda contribuindo de uma forma tão clássico que é o zine ea oportunidade de
falar sobre DESCARGA NEGATIVA que nunca
tinha ocorrido antes, este ano está sendo muito produtivo para nós, notícias, vamos gravar o nosso primeiro demo e vários shows bacanas.